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terça-feira, 12 de setembro de 2017

Divulgados os finalistas do 15º Prêmio Talento Engenharia Estrutural

Público poderá votar nos seus preferidos nas categorias Infraestrutura, Edificações, Pequeno Porte, Obras Especiais e Construção Industrializada

Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
11/Setembro/2017
A Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) e a Gerdau divulgaram os finalistas do 15º Prêmio Talento Engenharia Estrutural, que vai reconhecer projetos de destaque nas categorias Infraestrutura, Edificações, Pequeno Porte, Obras Especiais e Construção Industrializada. A premiação agora segue para etapa de votação on-line, na qual o público poderá participar da escolha dos grandes vencedores.
Divulgação: Prêmio Talento Engenharia Estrutural
Em Construção Industrializada, são finalistas a ampliação do Hospital da Hapvida (responsável Sérgio Osório De Cerqueira); a ampliação do Recreio Shopping (responsável Antônio José Gonçalves Monteiro); o Jorlan Taquatinga (responsável Paulo Roberto Marcondes De Carvalho); o Sc401 Square Corporate (responsável João Alberto Kerber); e o Shopping Bossa Nova Mall (responsável Marcello Graça Couto Do Valle).
Em Edificações, concorrem Aqwa Corporate (responsáveis Eduardo De Assis Fonseca e Suely B. Bueno); Edifício Sede Da Cead (responsável Alessandro Fontes Borges); Forma Itaim (responsável Dirk Mader); Habitat Bradesco (responsável Ana Paula Silveira); e Inc Edifício Comercial (responsável Flávio Gaiga).
Já na categoria Infraestrutura foram selecionados o Hangar Gwi (responsável Flávio Gaiga), a Ponte Estaiada Metrô Barra Da Tijuca (responsável Vicente Garambone Filho), a Ponte Friedrich Bayer (responsável Renato Luís Pompéia Gioielli), a Ponte Terminal Offshore De Minérios Do T1 Do Complexo Portuário Do Açu (responsáveis Augusto Cláudio Paiva e Silva e Oswaldo Marques Horta Barbosa) e o Viaduto Eng. Carlos Marques Pamplona (responsável Rodrigo Martins De Franco).
Em Obras Especiais, por sua vez, participam da etapa final a Arena Allianz (responsável Cesar Pereira Lopes), o Cais Das Artes (responsável Jairo Fruchtengarten), o Centro de Liderança e Biblioteca Sesc (responsável Antônio José Freixo Júnior), a Fachada Maia (responsável Flávio Gaiga), e o Campanario do Santuário Nacional Nossa Aparecida (responsável Euclydes Trovato Neto).
Em Pequeno Porte, por fim, foram escolhidos a Cúpula Do Half Pipe (responsável Leonardo Patrício Chaves), o Espaço Cultural Porto Seguro (responsável Ângela Do Amaral Tozzo), o Residência Camboinhas (responsável Antônio José Freixo Júnior), a Residência Lincoln (responsável Márcio José De Rezende Gonçalves), e a Residência Setin (responsável Yopanan Conrado Pereira Rebello).
Para a seleção dos finalistas, a comissão julgadora foi composta por sete integrantes, sendo quatro profissionais indicados pela Abece, dois pela Gerdau e um pela Editora PINI. Foram utilizados critérios como uso adequado de materiais, economia de produtos durante a construção, concepção estrutural, implantação harmônica em relação ao ambiente, originalidade e criatividade.
De acordo com o regulamento, serão selecionados um finalista e uma menção honrosa por categoria. Além de uma menção honrosa para o projeto com ênfase em Sustentabilidade e um trabalho como "Destaque do Júri", entre todas as categorias.
O resultado da premiação será divulgado no dia 28 de setembro. Para participar da votação, clique aqui.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Los Angeles está pintando as ruas de branco para reduzir temperatura

O pavimento negro comum absorve até 95% da luz solar

Publicado por instituto de engenharia

POR CICLO VIVO

Publicado em 30 de agosto de 2017


Foto: LA Street Services/Divulgação

As ilhas de calor são responsáveis por fazer as temperaturas subirem ainda mais nas metrópoles. E este efeito tem causas diversas, tais como falta de áreas verdes, excesso de construções, poluição externa e até o asfalto. E é para este último item citado que Los Angeles (EUA) está procurando uma solução.

O pavimento negro comum absorve até 95% da luz solar. Entretanto, construir uma pavimentação ecológico é ainda um desafio, principalmente, do ponto de vista financeiro. Mas a cidade mais populosa da Califórnia encontrou uma maneira: pintar o asfalto de branco. O chamado “pavimento fresco” está sendo testado nas estradas de 15 distritos.

O Departamento de Obras Públicas da cidade, LA Street Services, afirma que a camada do novo pavimento reduzirá as temperaturas em um dia de verão em até 10 graus. E, parece que não é exagero, de acordo com o site Curbed Los Angeles um projeto similar em um distrito da cidade conseguiu reduzir a temperatura da superfície de um estacionamento em mais de 20 graus.



Segundo o Inhabitat, um estudo da EPA (sigla em inglês para Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) sugere que a cobertura de 35% das estradas de Los Angeles com pavimento reflexivo pode ajudar a reduzir a temperatura média do ar por um grau completo de Fahrenheit (medida de temperatura utilizada nos EUA).

É bom também lembrar que esta ação não é isolada. No ano passado, a cidade liberou suas calçadas para hortas e jardins e ainda recentemente anunciou que vai zerar as emissões poluentes de ônibus até 2030.


sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Energia eólica no Brasil atinge 12 GW de capacidade


Com informações da Agência Brasil -  

Energia eólica no Brasil atinge 12 GW de capacidade









Novas tecnologias de energia eólica incluem sistemas voadores e novos materiais para as pás dos geradores eólicos.[Imagem: Altaeros Energies]
 Energia eólica no Brasil
A geração de energia eólica no Brasil alcançou 12 gigawatts (GW) de capacidade acumulada.
Com 12GW, o Brasil passou do 10º para o 9º lugar no ranking mundial dos principais países geradores de energia eólica, ultrapassando a Itália. Do ano passado para este houve um acréscimo de 2GW e o país ficou em quinto lugar mundial em nova capacidade instalada.
A marca foi anunciada durante a 8ª edição do Brazil Windpower, evento de energia eólica que reuniu investidores e representantes do segmento, no Rio de Janeiro.
O encontro é promovido pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), pelo Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) e pelo Grupo CanalEnergia.
O setor eólico investiu US$ 5,4 bilhões no Brasil em 2016. Para a presidente da ABEEólica, Elbia Gannoum, o setor não chegou a ser afetado pela crise econômica porque a evolução se baseia em decisões que tinham sido tomadas anteriormente.
"O que está acontecendo em 2017 foi, geralmente, decisão de 2014 e 2015. Em 2018, a gente já vai sentir um pouquinho as decisões de 2015 e 2016. A expansão de 2019, provavelmente, vai ser um pouco menor, só que, por outro lado, a gente já vai estar com retomada. Então, no final das contas, a gente sofreu o efeito da economia, mas foi reduzido pelo fato das decisões serem anteriores," disse.
Parques eólicos no Brasil
energia eólica tem, atualmente, mais de 450 parques instalados no país, No ano passado, abasteceu, por mês, cerca de 18 milhões de residências, com aproximadamente 54 milhões de habitantes. Pelos cálculos da ABEEólica, levando em consideração os projetos já assinados que estão com empreendimentos em fase de construção ou contratados, até 2020, serão instalados mais 270 novos parques eólicos.
Se isso se confirmar, serão mais 6 GW para o sistema. Conforme as estimativas, a cada megawatt instalado, o segmento cria 15 postos de trabalho. Até agora, no total acumulado há 180 mil empregos diretos e indiretos.

"Estamos com uma Belo Monte espalhada nos estados do Nordeste e do Sul do país," disse Elbia, comparando com a capacidade de produção de energia da usina hidrelétrica construída no Pará.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Como construir: sistema de coleta de águas pluviais

Por téchne

Tecnologia de retenção e armazenamento da água da chuva deve estar presente desde a fase inicial do projeto do edifício. No Brasil, a remediação é mais comum do que a inclusão desse item desde a fase da concepção

Dirceu Neto
Edição 245 - Agosto/2017

Park One Ibirapuera, o segundo residencial do Brasil a obter um selo AQUA-HQE. Na página ao lado, detalhamento do sistema de reutização de águas pluviais e águas cinzas concebido para o edifício
Com histórico relativamente recente no Brasil, os sistemas de coleta de águas pluviais são uma alternativa racional para os empreendimentos residenciais e comerciais aproveitarem a água, antes descartada, e diminuir os gastos com o abastecimento. Para isso, é importante que o projeto de aproveitamento seja considerado já na fase inicial e que a construtora também siga todos os procedimentos de acordo com a normatização existente.
A norma que rege a captação de águas pluviais é a NBR 15.527:2007 Água de Chuva - Aproveitamento de Coberturas em Áreas Urbanas para Fins Não Potáveis, como irrigação de jardins, uso em descargas sanitárias e lavagem de pisos. O documento estabelece as referências técnicas para os equipamentos, como reservatórios, calhas, instalações prediais, bombeamento, além da manutenção e qualidade final da água.
Como foi criada há dez anos, tem algumas defasagens. Uma delas seria atender às análises de coliformes totais e termotolerantes, conforme cita o engenheiro Plínio Tomaz, coordenador da formulação do texto. "Nós solicitamos para a ABNT a revisão da norma, o que deve ser feito ainda neste ano", explica o engenheiro, que ressalta também a importância de o projeto ser realizado por profissionais especialistas da área, como engenheiros, arquitetos ou tecnólogos.
Contar com bons profissionais no projeto ajuda a evitar problemas comuns, como o dimensionamento incorreto dos reservatórios ou o esquecimento do descarte da primeira vazão de água da chuva, o chamado first flush. "Quando chove, a primeira vazão de água tem que ser eliminada, porque há folhas, fezes de animais, toda a sujeira que estava no telhado. Devem ser descartados 2 l/m², segundo a ABNT", ressalta Plínio Tomaz.
Outro detalhe fundamental a ser considerado é a separação das prumadas com identificação, uma vez que a água de aproveitamento deve circular em tubulações independentes da água potável. "Isso parece óbvio, mas tecnicamente é importantíssimo reforçar, para que não haja tubulação cruzada", explica Sibylle Muller, diretora da AcquaBrasilis, empresa especializada em soluções hídricas.

Case 1: Park One Ibirapuera
O sistema de captação de água de chuva foi um dos recursos para o empreendimento Park One Ibirapuera, entregue em março de 2014, se tornar o segundo residencial do Brasil a obter um selo AQUA-HQE - certificação internacional concedida pela Fundação Vanzolini. O edifício atende aos 14 critérios do processo, que envolve desde a relação do empreendimento com o seu entorno até a gestão eficiente da água.
No imóvel em questão, toda a coleta de águas pluviais é realizada nas sacadas e nas lajes de coberturas, conforme explica Leonardo Sangiorgi, engenheiro civil responsável pela assistência técnica de São Paulo e Alphaville da Odebrecht Realizações Imobiliárias. Ao todo, a área de captação de água da chuva tem 260 m².
FICHA TÉCNICA
Park One Ibirapuera
Torre única - unidades com 4 dormitórios (sendo 3 suítes)
Localização Paraíso (São Paulo-SP)
Metragem 171 m² a 296 m²
Unidades construídas 50
Área do terreno 4.305,46 m²
Início da obra março de 2012
Entrega da obra março de 2014
Construção Odebrecht Realizações Imobiliárias
 SISTEMA DE TRATAMENTO E SEU PROCESSO
Há um processo de desinfecção realizado em uma tina de hipoclorito de sódio, que garante que a água possa ser utilizada para limpeza em áreas comuns. No caso do edifício Park One Ibirapuera, o sistema foi dimensionado para atender a até três regas completas de uma área de 1,7 mil m² de jardins. Como trata-se de água não potável e, por isso, imprópria para o consumo, todas as torneiras estão localizadas no térreo e identificadas com a cor roxa e uma placa de sinalização. "Somente quem tem acesso é o gestor do condomínio, que deve destravar o cadeado da torneira antes de utilizá-la. Ou seja, a água não é acessível aos condôminos", afirma o engenheiro Leonardo Sangiorgi.
 RESERVATÓRIO DE ÁGUA
Essa água é conduzida até a um reservatório de 7 mil litros, estrategicamente localizado no segundo subsolo do edifício. "Instalamos todo o sistema embaixo da rampa da garagem, uma área considerada morta, com cerca de 28 m²", explica Sangiorgi. O reservatório tem 2,50 m de diâmetro e nível de água máximo de 1,43 m, controlado por um sensor de nível tipo boia.
No detalhe, torneira de água não potável para rega de jardim
 MANUTENÇÃO
Para garantir a qualidade da água que é fornecida, há a necessidade de exames periódicos que medem a presença de coliformes, o nível de turbidez, a demanda biológica de oxigênio (DBO), entre outros aspectos. No empreendimento, a manutenção tem sido realizada mensalmente pela própria empresa fornecedora. "É igual elevador. Como é um sistema específico, a manutenção tem que estar atrelada ao fabricante", afirma Leonardo Sangiorgi. Ao todo, o custo de implantação tanto do sistema de coleta de águas pluviais quanto o da captação de águas cinzas foi de R$ 40 mil (cerca de 0,11% do custo da obra). Segundo a construtora, há expectativa de que o retorno do investimento ocorra em cerca de três anos e meio.
Divulgação/Odebrecht
Case 2: Scenarium Braz Leme
Há cerca de oito anos construindo empreendimentos com o sistema de aproveitamento de águas pluviais, a Tarjab entregou em junho deste ano o Scenarium Braz Leme, na Zona Norte de São Paulo, que tem um diferencial: o empreendimento aproveita a água da chuva para a irrigação dos jardins de maneira automatizada. Foi o primeiro empreendimento da construtora que utilizou esse tipo de sistema.
"Colocamos um temporizador no qual o síndico ou o zelador definem, de acordo com a questão da temperatura ou da quantidade de chuvas, os horários em que o sistema de irrigação vai funcionar", explica Sérgio Domingues, diretor técnico da Tarjab. Dessa maneira, não há necessidade de um funcionário fazer a rega dos jardins, o que otimiza a utilização da água.
FICHA TÉCNICA
Scenarium Braz Leme
Apartamentos de 2 e 3 dormitórios (sendo 1 suíte)
Localização Casa Verde (São Paulo-SP)
Metragem 65m² a 88m²
Unidades construídas 168
Área do terreno 3.097,68m²
Início da obra abril de 2015
Entrega da obra junho de 2017
Construção e Incorporação Tarjab
 SISTEMA TRADICIONAL DE COLETA E SEUS PROCESSOS
O sistema de coleta é o tradicional, constituído de condutores no último pavimento, que carregam a água da chuva para um reservatório no terceiro subsolo. "Em seguida, essa água passa por um sistema de filtração (filtro automático de vazão de 2 m³/h da AcquaBrasilis) e cloração (tina da Plastplex com hipoclorito de sódio líquido em concentração de 12%). Depois um sistema de pressurização vai encaminhar para alguns pontos de torneira que ficam estrategicamente localizados no subsolo e pavimento térreo", afirma Sérgio Domingues.
Área de descarte no condomínio Scenarium Braz Leme, na capital paulista
 RESERVATÓRIO DE ÁGUA
O volume do reservatório de águas pluviais é de 16 m³ e tem dimensão de 2,95 m de comprimento por 3,20 m de largura. A altura do tanque é de 1,65 m, e o nível da água pode chegar a 1,30 m. Caso o nível de água chegue ao valor mínimo, um sensor de reposição tipo boia faz a identificação e solicita o preenchimento do reservatório com água potável. Conforme destaca Sérgio Domingues, o custo desse sistema em relação ao custo total da obra gira em torno de 0,3%. "Lembrando que esse é um custo baseado em nosso processo construtivo e no padrão de obra já mencionados e pode variar, dependendo da tipologia do empreendimento e de suas respectivas características", explica o diretor técnico da Tarjab, que destaca que para a empresa a sustentabilidade é um caminho sem volta.
 SISTEMA TRADICIONAL DE COLETA E SEUS PROCESSOS
O sistema de coleta é o tradicional, constituído de condutores no último pavimento, que carregam a água da chuva para um reservatório no terceiro subsolo. "Em seguida, essa água passa por um sistema de filtração (filtro automático de vazão de 2 m³/h da AcquaBrasilis) e cloração (tina da Plastplex com hipoclorito de sódio líquido em concentração de 12%). Depois um sistema de pressurização vai encaminhar para alguns pontos de torneira que ficam estrategicamente localizados no subsolo e pavimento térreo", afirma Sérgio Domingues.
Área de descarte no condomínio Scenarium Braz Leme, na capital paulista
 RESERVATÓRIO DE ÁGUA
O volume do reservatório de águas pluviais é de 16 m³ e tem dimensão de 2,95 m de comprimento por 3,20 m de largura. A altura do tanque é de 1,65 m, e o nível da água pode chegar a 1,30 m. Caso o nível de água chegue ao valor mínimo, um sensor de reposição tipo boia faz a identificação e solicita o preenchimento do reservatório com água potável. Conforme destaca Sérgio Domingues, o custo desse sistema em relação ao custo total da obra gira em torno de 0,3%. "Lembrando que esse é um custo baseado em nosso processo construtivo e no padrão de obra já mencionados e pode variar, dependendo da tipologia do empreendimento e de suas respectivas características", explica o diretor técnico da Tarjab, que destaca que para a empresa a sustentabilidade é um caminho sem volta.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Pesquisa da USP descobre como é reação química que transforma açúcar em energia

Mecanismo era mistério há mais de 50 anos. Estudo inédito realizado em São Carlos foi capa de uma das revistas mais respeitadas do mundo na área química.
Por Jornal Nacional
29/08/2017 21h25  Atualizado há 17 horas
Cientistas pesquisam geração de energia a partir do açúcar

Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP), em São Carlos, descobriram como é a reação química que transforma o açúcar em energia elétrica. O mecanismo de reação era um mistério para a comunidade científica há mais de 50 anos. A pesquisa inédita é capa deste mês da Royal Society of Chemistry, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo na área química.
A pesquisa
Foram cinco anos de estudo até o resultado inédito. Primeiro, os cientistas colocaram fermento biológico, o mesmo usado para fazer pão, no açúcar refinado. Com a fermentação, o açúcar vira álcool.
A doutoranda de química da USP de São Carlos Graziela Sedenho (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
A doutoranda de química da USP de São Carlos Graziela Sedenho (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)

Os pesquisadores acrescentaram um eletrodo com uma proteína chamada ADH ou álcool desidrogenase, que é uma enzima encontrada no corpo humano e em alimentos como o tomate.
“A proteína é capaz de extrair os elétrons - que são partículas carregadas - do etanol, gerando então eletricidade. E esse processo é bem rápido. Em cerca de 10 minutos nós já temos corrente elétrica”, disse a doutoranda de química Graziela Sedenho.

Desvendando o mistério

O equipamento mede a intensidade da corrente elétrica. A experiência brasileira desvenda um mistério. Há mais de 50 anos, pesquisadores do mundo inteiro tentavam descobrir de que forma a proteína agia quando entrava em contato com o álcool. Pela primeira vez, os cientistas conseguiram comprovar como é essa reação química, que transforma o açúcar em energia elétrica.
O professor Frank Crespilho da USP de São Carlos (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
O professor Frank Crespilho da USP de São Carlos (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
A ação da enzima para produzir energia não é a única descoberta. “A outra novidade foi que no mesmo sistema nós conseguimos realizar duas reações ao mesmo tempo, ou seja, tanto o fungo quanto a proteína atuavam ao mesmo tempo pra gerar o etanol e gerar a eletricidade, o que nunca tinha sido comprovado anteriormente”, disse o professor do Instituto de Química Frank Crespilho.
Meio ambiente
A experiência pode trazer vantagens para o meio ambiente.
"A utilização de microorganismos para decomposição da matéria orgânica em lagos e rios, descontaminando o meio ambiente e mesmo assim, gerando eletricidade e também gerando bioenergia, ou seja, extraindo eletricidade de qualquer fonte de açúcar presente em frutas, legumes e outros tipos de plantas”, afirmou Crespilho.

Pesquisa da USP descobre como é reação química que transforma açúcar em energia (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)
Pesquisa da USP descobre como é reação química que transforma açúcar em energia (Foto: Wilson Aiello/ EPTV)

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Metodologia de gestão de projetos: ferramenta de planejamento e inovação

Postado em Indústria Hoje, por: Lilian Treff em 19/ago/2017

Quando se trata em implementar uma metodologia de gestão de projetos, o grande desafio é saber como escolher e utilizar os melhores modelos de gerenciamento de projetos.

gerenciamento de projetos
gerenciamento de projetos

RESUMO
Quando se trata em implementar uma metodologia de gestão de projetos, o grande desafio é saber como escolher e utilizar os melhores modelos de gerenciamento de projetos, de acordo com a demanda interna da Organização, respeitando a maturidade com relação a gestão de projetos. Além de, descrever as estratégias para o processo de implementação, deve-se planejar quais soluções deverão ser adotadas, atribuições e atividades desenvolvidas, desafios a se enfrentar com a implementação, resultados e benefícios, tendo como foco a funcionalidade da metodologia estruturada no gerenciamento de projetos, assegurando a taxa de sucesso dos Projetos.



INTRODUÇÃO
A Metodologia por definição significa a investigação dos métodos ou receita para as etapas a serem seguidas em um determinado processo, e são fundamentais para o desenvolvimento dos projetos, desde que bem aplicados, de acordo com as exigências internas da organização e da complexidade do projeto em questão. Segundo KERZNER (2001), o alcance da excelência em gerenciamento de projetos não é possível sem um processo repetitivo que possa ser utilizado em cada projeto. Esse processo repetitivo é a metodologia de gerenciamento de projetos. Para CHARVAT (2003), “uma metodologia” é um conjunto de orientações e princípios que podem ser adaptados e aplicados em uma situação específica. Em ambiente de projetos, essa orientação é uma lista de tarefas e atividades a fazer. Uma metodologia pode também ter uma abordagem específica, modelos, formulários e também checklists usados durante o ciclo de vida do projeto. Destarte, uma metodologia de gerenciamento de projetos é um conjunto de processos, métodos e ferramentas para o alcance dos objetivos do projeto, ela deve prover um roteiro (roadmap) para o gerenciamento do projeto. Antes de dizer ou escrever que usa a “Metodologia X ou Y”, é primordial que se faça uma adaptação criteriosa de forma que, em uma análise de custo-benefício, compense o esforço de gerenciamento em relação aos correspondentes resultados esperados. Portanto, uma metodologia é uma adaptação à realidade dos projetos da Organização, das práticas existentes no mercado, tanto das propostas pela literatura como daquelas vivenciadas pelos profissionais de gerenciamento. A lista das organizações que tentam integrar disciplinas de gerenciamento de projetos e melhores práticas na gestão de seus negócios está expandindo diariamente. Isto fez com que a metodologia de gerenciamento de projetos cada vez mais ganhasse espaço no ambiente corporativo, tendo como funcionalidade técnicas padronizadas de planejamento, programação e controle. A aplicação de uma metodologia na gestão de projetos estabelece acompanhamento contínuo dos projetos e, também possibilita a rápida identificação e correção de desvios, assim como a transformação das ações bem-sucedidas em procedimentos padrão. Segundo Jefferson Duarte, executivo Internacional em Gerenciamento de Projetos, seguem os modelos mais utilizados atualmente, apontando as características de cada um: 1.Apesar de não ser considerado um método de gestão de projetos propriamente dito, mas sim um processo de padronização que nomeia e identifica etapas, regras e áreas do conhecimento, o PMBOK é a mais importante bibliografia de gestão de projetos do mundo; 2.Classificado como um método de gestão de projetos ágil, o Scrum foi inicialmente desenvolvido para o setor de software, mas pode ser facilmente aplicado a qualquer tipo de projeto; 3.O PRojects IN Controlled Environments (PRINCE 2) é um método britânico de gerenciamento de projetos adotado em mais de 150 países. A base de dados do PRINCE 2 é um framework que mantém o foco no produto e nas entregas durante a realização do projeto; 4.Formada por diversas associações nacionais e internacionais de gestão de projetos, a International Project Management Association (IPMA) é uma organização sem fins lucrativos que tem como base a premissa de que as competências (combinação entre comportamento, habilidades, experiência e conhecimento) são os pilares de toda a gestão de projetos, a IPMA criou o chamado olho das competências, dividido em competências técnicas, contextuais, comportamentais e suas subdivisões; 5.O Project Model Canvas é uma ferramenta de aparência bastante simples, mas que tem muito poder quando o assunto é gerenciar projetos de maneira precisa. Fundamentado em conceitos de neurociência, o método Canvas diz que, ao tornar as ideias palpáveis e visíveis com a criação do quadro de post-its, o processo torna-se mais facilmente compreensível. Para isso, os colaboradores devem fazer 6 perguntas fundamentais: por que, o que, quem, como, quando e quanto?; 6.Modelo EasyLife, criado por André Ricardi, um dos profissionais mais conhecidos e respeitados no mundo do Gerenciamento de Projetos, esta é uma poderosa ferramenta colaborativa para a organização de projetos pessoais ou profissionais. O EasyLife permite envolver pessoas sem conhecimento prévio em técnicas e conceitos profissionais sobre gerenciamento de projetos, utilizando-se de uma única tela para consolidação de todas as principais informações do projeto. Ou seja, de forma colaborativa, todos os profissionais se engajem na solução e na entrega do projeto. As fases de implantação (Quadro 1 criado pela autora) serão previamente definidas com base: na maturidade na gestão de projetos, práticas de gestão, processos operacionais, contingente profissional, as diretrizes do planejamento estratégico, os recursos físicos e humanos disponíveis, a natureza dos projetos, dentre outros que devem ser observados antes de uma tentativa real de implementação.

projeto
Quadro 1 – Fases da Metodologia de Implementação
O modelo proposto da Metodologia para Gerenciamento de Projetos será desenvolvido a partir dos resultados obtidos do diagnóstico de maturidade em gerenciamento de projetos e adequado à realidade da Organização. Além de apoiar de forma significativa e contundente a transformação das estratégias da organização em projetos e planos de ação por meio de um adequado e eficiente gerenciamento de projetos. É importante ratificar que a existência de uma Metodologia de Gerenciamento de Projeto, estará a serviço de toda Organização, conectada com as áreas de negócios e compartilhando informações.

CONSIDERAÇÕES GERAIS
As ferramentas, técnicas, metodologias, frameworks e melhores práticas supracitadas servem de referência para criar uma metodologia de gerenciamento de projeto, sendo que, cada uma apresenta vantagens específicas que devem ser alinhadas com a cultura da Organização.
Ademais, que se invista na mudança de cultura, criando um ambiente de colaboração favorável com ganhos claros para todos, e não apenas para a alta administração, e que os padrões de trabalho sejam utilizados de forma democrática e sem muitas imposições, alinhados à estratégia da organização e aos objetivos organizacionais. A guisa de conclusão, notifica-se que a implementação da metodologia de GP privilegia uma governança por resultados, permite a transparência das informações gerenciadas internamente, padroniza os processos de seleção e gestão de projetos, gerando insumos para a conquista da excelência em gerenciamento de projetos.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Anfiteatro com cobertura metálica de Paul Laurendeau é ícone da revitalização de antiga área industrial em Quebec, no Canadá

Por aU

Atelier Paul Laurendeau, Quebec, Canadá. 2016


Valentina Figuerola
Edição 281 - Agosto/2017

Desde 2000, a prefeitura de Trois-Rivières, em Quebec, no Canadá, passou a investir na requalificação de uma antiga área industrial nas margens dos rios São Lourenço e São Maurício. Considerado a obra-prima do plano, o anfiteatro ao ar livre projetado pelo arquiteto Paul Laurendeau, com sua monumental cobertura vermelha lapidada como uma pirâmide invertida, faz jus ao terreno com vista privilegiada, situado na confluência dos rios e próximo da ilha St. Quentin.
Com 7.200 m2 (80 m x 90 m), a cobertura paira sobre o solo sustentada por oito colunas metálicas de 26 m de altura. Sobrepostas a uma parede de concreto, letras de madeira pintada de preto com 6 m de altura formam o nome da cidade, que pode ser avistado a distância, inclusive à noite. Quando o sol se põe, o marco arquitetônico ganha um aspecto ainda mais majestoso por meio da iluminação, que realça o vermelho vibrante da cobertura. A luz que destaca a arquitetura também é refletida pelo rio, compondo um cenário ainda mais suntuoso.
Situadas na base das oito colunas metálicas, lâmpadas multivapores metálicos refletoras jogam a luz para cima, lavando as colunas até a cobertura, realçando formas e cores à noite. No total, são 12 lâmpadas, já que as quatro colunas principais também foram iluminadas pelo lado interno. A audiência, por sua vez, recebeu luminárias com lâmpadas halógenas presas às passarelas e inseridas em nichos, proporcionando zonas de iluminação dinâmicas e de intensidade variada.
O projeto de Laurendeau venceu um concurso lançado pela prefeitura de Trois-Rivières, em 2010. "Depois de ganhar o concurso, o maior desafio foi preservar o conceito arquitetônico, especialmente a escala, a forma e a altura da cobertura monumental, que é a marca registrada deste projeto", afirma o arquiteto. A construção foi finalizada em 2016, erguida em um terreno onde antes ficava uma fábrica de papel desativada.
Para preservar a forma da cobertura, foi reduzido de três para dois o número de passarelas técnicas suspensas. O bom desempenho acústico do conjunto, outro desafio do projeto, foi garantido pelos painéis de aço perfurado do forro, que evitam a reflexão do som e, consequentemente, a produção de eco direcionado para a audiência. "De acordo com as recomendações do consultor de acústica, para que o som seja adequadamente absorvido as perfurações dos painéis devem representar 51% da superfície", explica o arquiteto.
Outro elemento que melhora o desempenho acústico da cobertura são os painéis de lã de rocha de 51 mm, que ficam por trás dos painéis metálicos. Envoltos por um tecido de fibra de vidro preto, que oculta a cor esverdeada do material de isolamento, esses painéis acústicos também escondem a estrutura metálica da cobertura. "Se não houvesse esses painéis pretos acústicos por trás do forro metálico, a luz passaria e iluminaria a estrutura e terças metálicas da cobertura, expondo elementos que foram projetados para não serem vistos", acrescenta o autor do projeto de arquitetura.
A grande cobertura protege o palco e 3,5 mil assentos das intempéries. No gramado, a céu aberto, cerca de 5,2 mil pessoas também podem acompanhar os espetáculos que acontecem da primavera até o outono. No inverno rigoroso, uma gigantesca porta guilhotina fecha o palco como se fosse uma cortina e o espaço começa a ser usado para eventos para até 700 pessoas, como exposições, recepções, banquetes e reuniões públicas.
Acessado pela rua, o volume que abriga o foyer envidraçado de pé-direito duplo reflete o pôr do sol, acrescentando tons amarelados e alaranjados ao edifício cuja paleta de cores é restrita apenas ao vermelho e preto, além dos tons conferidos por materiais como o alumínio e concreto. Na torre cênica, o vermelho surge em três tonalidades com as "faixas" verticais de alumínio que se alternam com o preto, conferindo dinamismo à fachada. "Trata-se de uma linguagem arquitetônica contemporânea, monumental, geométrica e atemporal", explica Laurendeau.
ESTRUTURAL E FUNCIONAL
Multifacetado, em forma de pirâmide invertida, o forro escultural é formado por 4.502 painéis galvanizados vermelhos de aço perfurados, de 1,6 mm de espessura, que são atravessados pelo som, que, por sua vez, é absorvido pelos painéis de lã de rocha. Nos formatos triangular, trapezoidal ou retangular (813 mm x 1885 mm), os painéis metálicos são dobrados em 51 mm nas bordas para adquirir rigidez e favorecer o encaixe dos painéis de lã de rocha.
As vigas treliçadas da estrutura principal viabilizaram o vencimento de grandes vãos com o mínimo de apoio e a forma de pirâmide invertida, onde o centro tem 6 m de altura e as arestas, apenas 25 mm.